"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 30 de dezembro de 2017

Calendário paroquial 2017 – Paróquia de Santo Afonso (Fortaleza – Ceará)

 Os principais eventos da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, em Fortaleza – Ceará, organizados pelos movimentos e pastorais  para o ano de 2017.

















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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Livro: Rezar com Dom Helder

Pe. Geovane Saraiva lançou seu novo livro,  na Comunidade da Cruz Missionária,
 após a missa do setor 7,  no dia de seu aniversário, 30/10/2015,
Parquelândia - Fortaleza - CE.
A lavra literária do pároco de Santo Afonso, na sua nona  obra.
Nosso novo livro já se encontra na Paróquia Santo Afonso, 
Avenida Jovita Feitosa, 2733 - Cep. 60455-410, 
telefone (85) 32238785 - Parquelândia, Fortaleza - CE.
 Nosso muito obrigado e forte abraço!


Pe. Geovane Saraiva com Dom Helder, na Catedral de Brasília,
 em julho de 1980, aguardando o Papa João Paulo II.


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pe. Geovane Saraiva na Revista digital mais completa do Brasil















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sábado, 27 de maio de 2017

A força da biodiversidade e da vontade de viver da Caatinga

domtotal.com
A Caatinga é a única floresta exclusivamente brasileira.
Mais da metade das floretas nativas sobreviventes em escala global estão nas regiões tropicais e subtropicais.
Mais da metade das floretas nativas sobreviventes em escala global estão 
nas regiões tropicais e subtropicais. (Divulgação)

O termo Caatinga vem do Tupi e significa algo como “mata” (caa) “branca” (tinga). Esse aspecto de mata seca, no entanto, não corresponde à realidade do bioma em toda sua complexidade, porque no período de chuvas a Caatinga é uma floresta verde e, além disso, rica em biodiversidade. “A Caatinga é a única floresta exclusivamente brasileira. Trata-se de uma floresta seca tropical, o que é inusitado, mas esta é a região semiárida do planeta com maior biodiversidade”, pontua Rodrigo Castro, pesquisador e coordenador-geral do Projeto de Conservação do Tatu-bola. “As árvores abortam suas folhas como um processo de adaptação climática, para resguardar as plantas da perda de água por transpiração, porque sem folhas transpiram menos e suportam melhor o período de seca”, explica.

Mais da metade das floretas nativas sobreviventes em escala global estão nas regiões tropicais e subtropicais. (Divulgação)

“Tendo condições de se regenerar, sem caça, fogo e desmatamento, a Caatinga tem uma grande capacidade de regeneração. A restauração florestal se dá espontaneamente com a sucessão natural do meio ambiente”, reitera Castro, durante sua conferência Bioma Caatinga: biodiversidade, riquezas e fragilidades, que integra a programação do evento Os biomas brasileiros e a teia da vida, promovido pelo IHU.

Teia da vida

Castro destaca que a relação evolutiva da espécie humana sempre foi muito arraigada à relação com as árvores e às florestas, mas que o Brasil é, atualmente, líder mundial negativo no que diz respeito à preservação das matas nativas. “O Brasil lidera o ranking dos países com maior perda de floresta nativa, segundo levantamento da FAO com dados de 2010 a 2015. A taxa de desmatamento do Cerrado é maior que a Amazônia, seguido da Caatinga”, descreve.

Por outro lado, mais da metade das floretas nativas sobreviventes em escala global estão nas regiões tropicais e subtropicais, da qual o Brasil faz parte. Entretanto, o ponto central é que estas regiões também são as mais frágeis economicamente. “A monocultura, principalmente as plantações de soja e milho, e a ocupação do território por meio do crescimento das cidades tem afetado a preservação ambiental. Some-se a isso o uso da lenha e o carvão vegetal para queima com vistas à produção energética, que tem gerado prejuízo grande à Caatinga”, sustenta o conferencista.

Rios voadores

A crise hídrica que atingiu fortemente a região sudeste a partir de 2014 está também relacionada aos poucos cuidados com as regiões interioranas do Brasil, onde estão as nascentes de água. Ainda há a questão do aquecimento global, que interfere no equilíbrio ambiental em sentido mais amplo, porque as florestas também são depósitos de carbono, que vão parar na atmosfera quando elas são queimadas.

“Quanto maior for o desmatamento da Amazônia mais erráticos serão os ciclos das chuvas. Avançarmos no desmatamento da Amazônia em nome da agricultura é um tiro no pé, porque sem chuva não há agricultura nem grãos para serem exportados e manterem a balança comercial brasileira”, frisa Castro. “Esses rios voadores viajam por até 4 mil quilômetros e precipitam grandes volumes de água o que é fundamental para várias regiões”, complementa.

Quanto vale a floresta?

Engrossando o coro de outros conferencistas que participaram do ciclo de debates sobre os biomas brasileiros, Rodrigo Castro aposta na importância de se valorizar economicamente a sustentabilidade da Caatinga a partir da ideia da “floresta de pé”. “Atribuir valor à riqueza da biodiversidade da Caatinga encurta o caminho para a sustentabilidade. O que eu posso extrair da floresta manejando ela sem deflorestar?”, provoca. “A questão não é o lucro a curto prazo e a destruição, mas a construção de um valor agregado em médio e longo prazo”, propõe.

Nesse sentido, um dos caminhos que ele aponta é tentar mobilizar a sociedade e as comunidades que defendem seu sustento da preservação ambiental da Caatinga. “É necessário ampliar o conhecimento sobre os recursos florestais, o que consequentemente levará a uma justificativa econômica, porque considerando que estamos em uma economia de mercado, essa estratégia permitirá que tenhamos mais sucesso”, analisa.

Alternativas

Estas estratégias já estão sendo colocadas em prática em vários locais do nordeste brasileiro com a produção de mel, cooperativas de recolhimento e seleção de resíduos sólidos que antes iam para o meio ambiente, mutirão de construção de cisternas que custam menos de R$ 2 mil e garantem segurança hídrica para uma família de até cinco pessoas durante um ano. “Não precisa desmatar para plantar, há a possibilidade de fazer o uso da terra de forma consorciada e sustentável”, sublinha.

Outro mecanismo que parece ser importante para uma preservação sustentável social e ambientalmente é a criação de incentivos financeiros, por parte do Estado, para quem presta serviços ambientais. “Quem preserva a natureza precisa de uma equação matemática econômica para se sustentar. Muitos países já trabalham com isso e o Brasil está atrasado. Há dois programas no Brasil que tratam disso o Marco regulatório sobre Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil e o programa Produtor de Água”, apresenta Castro.

Há também a alternativa das cotas reserva ambiental, mas que não existe de maneira efetiva no país. “As cotas de reserva ambiental permitem que um produtor que não tenha protegido sua cota de área conforme o Código Florestal possa pagar para que em outro terreno um outro proprietário mantenha preservado uma área equivalente a sua cota”, esclarece o palestrante.

Quando se fala em preservação e recuperação de áreas degradadas imagina-se um trabalho cujos frutos só serão colhidos em décadas. Todavia, na Caatinga se uma nascente seca, ela volta a brotar água quatro anos depois de ter sua região reflorestada. “O tatu bola só será salvo se protegermos as áreas onde eles vivem e é nestas áreas onde estão as nascentes que dão a segurança hídrica às pessoas que vivem nas grandes cidades”, reitera Castro. “Um futuro possível depende de nós e só de nós. Da nossa coragem e engajamento”, complementa.

Rodrigo Castro

Rodrigo Castro é graduado em Ciências Naturais pela Escola Politécnica Federal de Zurique, mestre em Estudos do Desenvolvimento pela National University of Ireland e doutorando em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal do Ceará. É coordenador-geral do Projeto de Conservação do Tatu-bola (Tolypeutes tricinctus).

Unisinos
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Ascensão do Senhor: "Continuar a missão de Jesus"

2017-05-27 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - «Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.

Certamente esse modo novo do Senhor de se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade à missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.

O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.

O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficar de braços cruzados, mas agir, isto é, continuar a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!

O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”

Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”

A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.

Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor». 

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade da Ascensão do Senhor)

(from Vatican Radio)

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O Papa em Génova: "Cidade generosa que não fecha as portas"

2017-05-27 Rádio Vaticana

Resultado de imagem para O Papa em Génova:
O Papa Francisco já iniciou a sua visita pastoral a Génova. O avião papal aterrou no aeroporto da capital da Liguria pelas 08.15 horas. Francisco foi acolhido pelo Cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo da cidade, o Prefeito Marco Doria e o Presidente da Região Giovanni Toti. É uma viagem muito intensa em que o Pontífice encontrará a Igreja da Ligúria, o mundo do trabalho, os jovens. O Papa almoçará com os migrantes e os carcerados e abraçará em seguida as crianças internadas no Hospital Pediátrico Gaslini. Momento centra da visita será a Santa Missa, à tarde, a que o Papa presidirá na Fiera del Mare.

Numa mensagem publicada pelo Secolo XIX, o Pontífice dirige-se assim aos "queridos genoveses": "Venho visitar-vos como peregrino de paz e esperança. Sei que Génova é uma cidade generosa, que não fecha as suas portas, que se compromete em acolher e integrar os que fogem da fome, da pobreza e das guerras. Não posso não pensar que a partir do porto da vossa cidade, no dia 1 de fevereiro de 1929, embarcaram no navio 'Giulio Cesare' os meus avós Giovanni e Rosa, e o meu pai Mario, que na altura tinha 21 anos.

Volto ao lugar donde eles partiram, como filho de migrantes e agradeço-vos pelo acolhimento. Sei que os problemas não faltam. Sei quanto é pesado o desemprego, a falta de emprego que atinge jovens e menos jovens, e condiciona a vida de muitas famílias. Mas também sei que os genoveses não são apenas habitantes de uma cidade à beira-mar e, portanto, habituados a lidar com os barcos e as redes. Eles também são capazes de 'fazer redes' e viver em solidariedade”.

(from Vatican Radio)
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Espiritualidade cristã e qualidade de vida precisam caminhar juntas

  Canção Nova | Maio 26, 2017
© Dirima / Shutterstock
A espiritualidade somente é saudável quando é vivenciada com equilíbrio

Quando falamos em qualidade de vida, logo nos lembramos de uma alimentação saudável, exercícios, noites de sono bem dormidas e outras centenas de métodos que visam cuidar da pessoa de um modo que possa viver mais e melhor. Onde entra, então, a espiritualidade cristã dentro do contexto de uma vida saudável?

Hoje, o ser humano é visto como um todo. Não somos um compartimento com gavetas diferenciadas. Tudo o que faz parte de nós compõe aquilo que somos. A espiritualidade está presente naquilo que faz parte de nossa existência em sua totalidade.

O que acontece quando nos descuidamos de nossa espiritualidade?
Quando nos descuidamos da alimentação, nossas emoções, nosso corpo, humor, sono, desempenho no trabalho, a nossa autoestima e as motivações respondem de maneira negativa. O mesmo processo acontece quando nos descuidamos de nossa espiritualidade; todo o nosso ser responde negativamente.

Leia também: Qualidade de vida (cristã)
Uma qualidade de vida saudável também exige que a espiritualidade seja cuidada. Muitos adentram em complexos processos de depressão sem saber o real motivo desse estado negativo que, aos poucos, vai se enraizando na vida. Em muitos casos, alguma área social, psicológica ou espiritual sofreu algum abalo. Além do acompanhamento médico e psicológico, faz-se necessário que o paciente também ajude a si mesmo. É nesse momento importante do processo de cura que a espiritualidade ocupa uma importante função.

Espiritualidade saudável
Uma vida com qualidade exige de todos nós uma vivência espiritual saudável e equilibrada, na qual possamos cuidar de todos os outros aspectos que nos compõem, sem deixarmos de lado nenhum deles, incluindo nossa espiritualidade.

Leia também: Ciência e fé em prol da vida
Adquirimos uma qualidade de vida espiritual saudável quando reservamos um tempo para a nossa oração diária. A oração nos devolve a paz e nos coloca em contato com nossa própria alma e com Deus já presente nela. Silenciosamente, o Senhor vai transformando o nosso interior para que o exterior seja um reflexo daquilo que foi sendo cultivado nos tempos sagrados reservados para o nosso crescimento na fé, na esperança e no amor.



Onde viver a espiritualidade?
A espiritualidade somente é saudável quando é vivenciada com equilíbrio. Tudo o que foge ao equilíbrio torna-se espiritual e psicologicamente perigoso. Trabalho, esporte, lazer, diversão, descanso, participação na vida de comunidade são importantes para o nosso crescimento humano, social, mental e espiritual. Em todos esses ambientes, a espiritualidade deverá estar presente. A experiência de Deus que trazemos gravada em nossa alma não fica isolada das outras experiências da vida, mas as potencializa.

Leia também: O coração precisa de vitamina A, B, C: Abraços, Bondade e Carinho
Quem separa a vida social da experiência espiritual que traz em si perde-se nos territórios de sua própria alma. O equilíbrio entre a vida e a fé não são motivos para nos afastar das diferentes realidades que nos interpelam. Uma vida espiritual madura, sadia e equilibrada abre-nos um caminho de paz, que é trilhado a partir das experiências de fé que estão sendo cultivadas em nosso próprio coração.

Quem descobriu na espiritualidade um jeito maduro de ser mais humano e divino, encontrou em si mesmo o segredo do amor de Deus que em nós equilibra todos os aspectos da vida.

___

 Por Pe. Flávio Sobreiro (bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre, pe. Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí e padre da Arquidiocese de Pouso AlegreMG. É autor do livro “Amor Sem Fronteiras” pela Editora Canção Nova) 

Via Canção Nova

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O testemunho de fé de Melania Trump

Carmen Neira | Maio 26, 2017

Primeira-dama dos Estados Unidos deixa claro que é católica

Melania Trump parece ter aproveitado muito a visita ao Vaticano e a Roma. Ela não costuma estar em primeiro plano e, normalmente, é Ivanka (sua enteada) que, de alguma maneira, faz as vezes de primeira-dama dos Estados Unidos.
Entretanto, a viagem era especial. E Melania se transformou em  na protagonista. Não somente pela vestimenta adequada ou por seu diálogo engraçado com o papa Franciso, mas por algo a mais.
Durante os compromissos, Melania Trump tornou público que é católica e mostrou ao mundo as suas crenças. Durante estes dias, pediu ao papa que abençoasse um terço, visitou crianças doentes no Hospital Pediátrico Menino Jesus em Roma, ofereceu flores e rezou diante de uma imagem da Virgem Maria.
A porta-voz da primeira-dama, Stephanie Grisham, confirmou ao jornal Daily Mail o que as imagens deixavam claro: Melania Trump pertence à Igreja Católica. Entretanto, ao ser questionada sobre a data do Batismo dela, Grisham não quis dar detalhes.
Dessa forma, Melania Trump se torna a segunda primeira-dama católica dos Estados Unidos, depois de Jackeline Kennedy.
Ela, nunca ocultou sua fé, inclusive, em um evento eleitoral, rezou o Pai-Nosso sem nenhum tipo de rubor, e com transparência:

Devoção verdadeira ou marketing? Impossível saber. Mas, certamente, é surpreendente que a mulher de um presidente dos Estados Unidos identifique-se como católica…

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«Repensar tudo à luz» do «Espírito» disse Papa às Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade


Agência Ecclesia 26 de Maio de 2017, às 19:00      
Cidade do Vaticano, 26 mai 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco sugeriu um pequeno “manual do missionário” na audiência às Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, que estão reunidas em Roma no 12.º Capítulo Geral.

No último encontro na manhã desta sexta-feira, o Papa explicou que a vida do missionário deve ser marcada “pela proximidade, pelo encontro, pelo diálogo e pelo acompanhamento”.

“A missão e o serviço aos pobres coloca-as ‘em saída’ e as ajudará a superar os riscos da autorreferencialidade, do limitar-se a sobreviver e da rigidez auto defensiva”, disse Francisco.

Ao missionário, acrescentou, pede-se que seja uma pessoa audaz e criativa: “Não vale o cómodo critério do ‘sempre se fez assim’. Repensem os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos da missão.”

“Estamos a viver um tempo em que é necessário repensar tudo à luz daquilo que o Espírito nos pede”, observou às religiosas.

Segundo Francisco, o missionário “não pode” colocar-se ao caminho com o “coração repleto de coisas, vazio ou “à procura de coisas alheias à glória de Deus”

“O missionário é uma pessoa livre de lastros e correntes, que vive, sem nada de sua propriedade, para o Senhor e o seu Evangelho. Uma pessoa que vive num caminho constante de conversão pessoal e trabalha sem cessar para a conversão pastoral”, desenvolveu.

Às Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, que estão reunidas em Roma no 12.º Capítulo Geral, o Papa disse ainda que o missionário deve ser uma pessoa “habitada pelo Espírito Santo” e ter uma espiritualidade fundada em Cristo, na Palavra de Deus e na liturgia, que envolva toda a pessoa nas suas várias dimensões.

Na última audiência da manhã desta sexta-feira, Francisco explicou às religiosas que missionário “deve ser um profeta da misericórdia”.

“Deixem-se provocar pelo clamor de tantas situações de dor e de sofrimento. Como profetas da misericórdia, anunciem o perdão e o abraço do Pai”, pediu.

O Papa conclui a intervenção com a sugestão do ícone da Visitação: “Com a Virgem Maria, coloquem-se ao caminho, com pressa – não a do mundo, mas a pressa de Deus – e repletas da alegria que habita em seu coração cantem o magnificat”.

“Anunciem aos homens e às mulheres de hoje que Deus é amor”, disse o pontífice argentino às Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, divulgou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

 ‘Dar-se tudo a Deus para ser tudo do próximo! PIMC: discípulos missionários, testemunhas alegres da Caridade na periferia do mundo’ é o tema do XII Capítulo Geral das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade que começou a 1 de maio e termina na próxima segunda-feira, dia 29, com a Eucaristia, uma mensagem de vídeo para a congregação e avaliação do capítulo.

CB
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Itália: «Trabalho está em perigo» - Papa Francisco

Agência Ecclesia 27 de Maio de 2017, às 08:24        Foto: Lusa

Foto: Lusa
Visita a Génova começou junto de trabalhadores e empresários do setor siderúrgico

Génova, Itália, 27 mai 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco começou hoje uma viagem de 10 horas à cidade italiana de Génova, no noroeste da Itália, alertando para os problemas que afetam o mundo do trabalho.

“Hoje, o trabalho está em perigo. No mundo, o trabalho não se considera com a dignidade que tem e que dá”, disse, junto ao porto genovês, na siderurgia Ilva, junto de trabalhadores, empresários, sindicalistas e capelães.

“Estar tão perto do porto lembra-me de onde saiu o meu pai e isso emociona-me muito. Obrigado pelo vosso acolhimento”, começou por afirmar o Papa, filho de imigrantes italianos na Argentina, provocando uma salva de palmas dos presentes.

Francisco explicou que o mundo do trabalho é “uma prioridade humana e, portanto, é uma prioridade cristã, uma prioridade nossa, e também uma prioridade do Papa”.

A intervenção evocou a “amizade entre a Igreja e o trabalho”, evocando a própria figura de Jesus, “trabalhador”.

O Papa respondeu a uma questão a um empresário, considerando que estes são uma “figura fundamental” para que exista uma “boa economia”.

“O bom empresário conhece os seus trabalhadores, porque trabalha ao seu lado, trabalha com eles”, observou, para sublinhar a importância da experiência da “dignidade do trabalho”.

“Nenhum bom empreendedor gosta de despedir a sua gente”, prosseguiu.

Francisco alertou para a “progressiva transformação do empresário em especulador”, criticando as políticas que “favorecem os especuladores”, os que querem pagar “800 euros por 10, 11 horas” de trabalho por dia.

De improviso, o Papa respondeu a uma desempregada que pediu um “resgate” (riscatto) social, lamentando que a relação entre patrões e empregadas seja marcada, em muitos casos, pela “chantagem” (ricatto).

“Quando se trabalha mal, é a democracia que entra em crise, todo o pacto social”, advertiu.

A intervenção apontou o dedo aos que fazem da "competição" entre trabalhadores e da "meritocracia" uma forma de prolongar e acentuar as desigualdades.

"O trabalho é o centro do pacto social, não é um meio para poder consumir", defendeu.

O Papa convidou a respeitar o domingo e os dias de festa, para não "escravizar" quem trabalha.

Para Francisco, o objetivo não deve ser o “rendimento para todos”, mesmo com apoios sociais, mas “trabalho para todos”, assegurando a “dignidade” de cada pessoa.

O Papa vai encontrar-se depois com os bispos da Ligúria, clero, seminaristas e religiosos da região, colaboradores leigos e representantes de outras confissões na Catedral de São Lourenço.

Pelas 12h15 (menos uma hora em Lisboa) tem lugar um encontro com os jovens da Missão Diocesana no Santuário de Nossa Senhora da Guarda.

Os presos da Cadeia de Génova acompanham o encontro pela televisão, recebendo uma saudação do Papa no final.

Francisco almoça com os pobres, refugiados, sem-abrigo e detidos na sala ‘del caminetto’, no santuário.

Às 15h15 locais, o Papa visita crianças internadas no Hospital Pediátrico "Giannina Gaslini", antes de presidir à Missa conclusiva, na Praça Kennedy.

O regresso a Roma, desde o Aeroporto de Génova, está marcado para as 18h45.

OC
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Pe. Geovane Saraiva

Pe. Geovane Saraiva

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