terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vaticano: Papa recorda refugiados iraquianos


(Lusa)
(Lusa)

Francisco rezou pelas populações perseguidas e recordou enviado especial ao país

Lisboa, 18 ago 2014 (Ecclesia) – O Papa recordou hoje as populações perseguidas pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), que tomaram várias cidades iraquianas.
“Tantos inocentes foram expulsos de suas casas no Iraque. Senhor, pedimos-vos que eles possam em breve retornar”, escreveu Francisco aos seus mais de 15 milhões de seguidores na rede social Twitter.
Antes, durante a Missa a que presidiu na Catedral de Myeong-dong no final de uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul, o Papa e os participantes rezaram pelo enviado especial ao Iraque, o cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos (Santa Sé).
“Pelo cardeal Fernando Filoni, que deveria estar aqui connosco mas que não pode vir, porque foi enviado pelo Papa ao povo sofredor do Iraque, para ajudar os irmãos perseguidos e espoliados, e todas as minorias religiosas que sofrem nessa terra”, pediu Francisco, numa intervenção feita de improviso.
Já no domingo, o Papa tinha usado a sua conta ‘@pontifex’ no Twitter para recordar esta situação: “Senhor, diante de tanta violência no Iraque, ajudai-nos a perseverar na oração e na generosidade”.
O cardeal Filoni disse à Rádio Vaticano que estava muito “emocionado” com as intervenções do Papa e pediu que a comunidade internacional ajude as populações em fuga, por causa da violência.
O responsável, antigo representante diplomático da Santa Sé em Bagdade, visitou acampamentos para refugiados para cristãos e yazidis, tendo revelado que encontrou “uma situação muito dramática” do ponto de vista psicológico e moral.
“As crianças, naturalmente muitas, que nos rodeavam, olhavam-nos com aqueles olhos grandes, quase que a perguntar-nos: ‘O que vocês estão a fazer por nós?’ É uma situação comovente, de grande sofrimento”, referiu.
O cardeal italiano considera que o futuro das comunidades cristãs está "em risco" e pede uma intervenção da ONU, "com urgência".
OC

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