"Quem me dera ser leal, discreto e silencioso como minha sombra" (Dom Helder Câmara).

sábado, 17 de junho de 2017

Um pastor protestante, sua família e alguns seguidores se convertem ao catolicismo

Joshua Mangels / Crédito: Twitter

ARIZONA, 17 Jun. 17 / 06:00 am (ACI).- Um pastor pentecostal, sua família e um grupo de fiéis deixaram a Igreja evangélica Assembleia de Deus do estado Arizona, nos Estados Unidos, e se converteram ao catolicismo no seio da Igreja Católica de rito bizantino.

Esta última é uma das 24 igrejas “sui iuris” que formam a Igreja Católica, ou seja, que embora sejam autônomas em relação ao rito e disciplina, não o são quanto aos dogmas de fé e sua obediência ao Vigário de Cristo, o Papa. Em outras palavras, estão em plena comunhão com a Igreja.

O ‘National Catholic Register’ narrou a história do pastor Joshua Mangels, que sentiu em seu coração o desejo de pertencer à Igreja Católica, renunciou ao seu cargo na igreja em setembro de 2016 e, um mês depois, entrou no catecumenato em uma paróquia católica bizantina da cidade de Tucson, acompanhado de sua família e vários de seus seguidores.

O pastor comentou que, embora o seu ministério na igreja pentecostal o encantasse, em um momento começou a se sentir “frustrado pelos vaivéns da doutrina, as modas e pressões da comercialização da igreja”.

Em seguida, ao regressar para casa depois de uma conferência de pastores decepcionante, começou a escutar um apostolado católico que um amigo lhe tinha indicado. A pregação era sobre os pecados mortais, disse Mangels, e, embora não soubesse que o orador era católico, ficou impressionado.

“Era como um gole de água fresca. Escutei isso durante duas horas e meio enquanto voltava para casa e, quando cheguei, minha esposa me perguntou que tinha sido a conferência e lhe disse: ‘foi terrível, mas tem que ouvir isso’”, recordou.


Entre as coisas que escutou do pregador católico, havia informação sobre os Padres de Igreja e parte de sua história que não havia escutado antes.

Tempos depois, Mangels começou a olhar para outros pastores da Assembleia de Deus que tinham ingressado na Igreja Católica e explorado os ensinamentos cristãos dos primeiros séculos.

“Quando li os Padres da Igreja, foi então que os sacramentos começaram a ter significado e comecei a ver como a Eucaristia era central para a Igreja primitiva. Se a Eucaristia foi ordenada por Cristo, quero receber o Senhor”, expressou.

Junto com sua esposa Teresa, começaram a ler constantemente sobre o catolicismo, até que se deram conta de que se seguissem nesse caminho, “era iminente” que perderiam o trabalho e a casa.

“Mas, acabamos falando noites após noites sobre os Padres, os sacramentos, a Igreja primitiva e tudo mais”, disse Mangels.

Em julho de 2016, começou a ensinar a sua congregação sobre a Igreja primitiva, passando por São Policarpo, São Justino Mártir, a Didaqué e outras partes do cristianismo primitivo. Para vários jovens da congregação, essas lições permitiu que discernissem a se unir à Igreja Católica.

“Adorava pastorear, adorava as pregações. Eu estava pregando reuniões de campo e avivamentos, mas eu era católico no meu coração”, assegurou Mangels.

Em setembro, disse a sua congregação que renunciaria como pastor e entraria no catecumenato da Igreja Católica com sua família.

Embora a família Mangels tivesse decidido se converter ao catolicismo, não havia decido por onde começar. Entretanto, o organizador de um evento pró-vida do qual participaram sugeriu que falassem com o Pe. Bob Rankin, pároco da Igreja Católica Bizantina de Santa Melânia.

“Tentava lhe ensinar como se converter em católico, mas o primeiro sacerdote que conhece não pertence ao rito romano. Utilizei pacotes de açúcar sobre a mesa para explicar a teologia dogmática e a eclesiologia”, disse o sacerdote ao Register.

Pe. Rankin explicou que, apesar das diferenças superficiais entre um estilo de culto pentecostal e a Divina Liturgia, “eles chegaram à igreja correta pelo tipo de espiritualidade que tinham”.

“Vêm desse fundo pentecostal, assim têm essa experiência de conversão e de dar suas vidas a Cristo. Eles queriam uma liturgia demonstrativa e a liturgia oriental é enérgica, de adoração: é chamado a experimentar Deus, é destinado a romper em lágrimas”, acrescentou.

Por sua parte, Teresa Mangels assegurou ter tido uma experiência similar e se sentir empolgada e feliz porque Cristo lhes “deu seu verdadeiro Corpo e Sangue”.

Finalmente, Pe. Rankin assegurou que os novos catecúmenos trouxeram “um admirável zelo apostólico” à Igreja.
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Pe. Geovane Saraiva

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